Em 30 de julho de 1960, começava a construção de uma pirâmide que seria o berço cultural de Brasília. O Teatro Nacional Claudio Santoro, conhecido como o maior conjunto arquitetônico do renomado Oscar Niemeyer, é a verdadeira casa das artes da capital federal.
Construído em várias etapas, o prédio só foi entregue por completo no aniversário brasiliense, em 21 de abril de 1981. Grandes nomes participaram da história do espaço. Os jardins foram projetados pelo paisagista pioneiro Burle Marx e os relevos das paredes laterais, compostas por cubos de diferentes tamanhos, foram desenhados pelo artista Athos Bulcão. Além das deles, as mãos de vários profissionais anônimos ajudaram a fazer do Teatro Nacional um ponto turístico, não só por suas programações artísticas, mas por sua beleza.
O atual diretor do Teatro Nacional, Adaulto Silva, trabalha no local há mais de 30 anos. Ele já passou por várias funções, tendo começado como um simples maquinista. “Com tanto tempo que trabalho aqui, tenho o Teatro como a minha casa”, comenta emocionado ao relembrar todo o tempo dedicado ao espaço. Como ele, a maioria dos funcionários da casa de cultura está ali há décadas:
Internamente, o Teatro Nacional é composto por três salas, a Villa-Lobos, a Martins Pena e a Alberto Nepomuceno, que dividem os grandes espetáculos. Artistas de destaque do exterior e do Brasil, como Pixinguinha e Maria Bethânia, subiram a esses palcos várias vezes e comoveram o público com suas apresentações. Além de outras cinco áreas destinadas a exposições, esculturas fixas enfeitam o local e atraem olhares dos mais curiosos pela arte.
Desde 1º de setembro de 1989, o tão conhecido teatro se chama Teatro Nacional Cláudio Santoro. O nome faz referência ao maestro que regeu importantes apresentações da Orquestra Sinfônica e ajudou a criá-la. A história do grupo de músicos, inclusive, só aconteceu por conta do teatro.
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Atualmente, o Teatro Nacional é subordinado à Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal, responsável pela programação cultural. A Orquestra Sinfônica, que fez 30 anos recentemente, se apresenta todas as terças-feiras, às 20h, com entrada franca. Os ingressos são entregues às vésperas de cada concerto, nas bilheterias do Teatro Nacional.
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